Assim como fizeram Makely Ka, com o lançamento do disco "Autófago", e Kristoff Silva, com o álbum "Em Pé no Porto", chegou a hora de Pablo Castro apresentar seu trabalho individual para o público mineiro. Mais do que um primeiro disco solo, "Anterior", segundo o artista, é a tentativa de organização de sua produção ao longo de uma década. "Senti que meu primeiro disco solo tinha uma tarefa árdua a cumprir: delinear os contornos mais pessoais das minhas canções e, ao mesmo tempo, fazer jus à riqueza lírica e musical presente naquele primeiro disco coletivo", afirma.
Com produção do próprio Pablo Castro, arranjos de Avelar Junior, Rafael Martini e João Antunes, "Anterior" reflete musicalmente um pouco da contestação que Pablo Castro assumiu enquanto artista e militante -ele é vice-presidente da recém criada Cooperativa dos Músicos de Minas Gerais (Comum), que atua na reivindicação de melhor estrutura e espaço para os artistas do estado. Nos temas de suas músicas estão a especulação sobre o futuro pessoal e social da humanidade ("Caminho Aberto", "Anterior"), a crítica às formas de poder no presente ("A Banda dos Descontentes", "O Fim do Mundo", "Samba do Apocalipse") e as tensões cotidianas do homem comum ("A Feira", "Baião Nosso de Cada Dia").
A banda que participou das gravações e que acompanha Pablo Castro no Stereoteca é formada por Mauricio Ribeiro nos teclados, Bruno Santos na bateria, Thiago Mundim no baixo e vocais, Marcos Brassini na flauta e vocais e João Antunes no violão e guitarra. Além deles, participa como convidada especial a clarinetista e flautista Juliana Perdigão. Algumas músicas podem ser ouvidas e baixadas em: http://www.myspace.com/pablocastroebandadosdescontentes
PABLO CASTRO
O músico Pablo Castro, 32 anos, faz parte da versátil cena emergente mineira de novos cantores/compositores. Já participou de diferentes projetos como a Sgt Pepper's Band, grupo cover dos Beatles (1999/2003), Tributo a Tom Jobim (2004), Concerto em Homenagem a George Harrison e show em Homenagem aos Mutantes (2005). Com o disco-manifesto "A Outra Cidade" (2005), aproximou-se das mais variadas vertentes das novas gerações que fazem música em Belo Horizonte e recebeu elogios de figuras como José Miguel Wisnick, Chico Amaral, Luiz Tatit, entre outros críticos especializados. Pablo compõe desde sambas e salsas até estilos mais universais como o rock, o pop e o reggae, sempre com distinção melódica e inovação harmônica.
Como vice-presidente da recém-criada Cooperativa dos Músicos de Minas Gerais (Comum), Pablo batalha pela valorização e intercâmbio da música mineira com outras cenas. Recentemente, a Cooperativa coordenou a rodada de negócios da Brasil Música & Artes (BMA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX Brasil), que trouxe a Minas Gerais uma comitiva de produtores e jornalistas estrangeiros para conhecer e propor novas parcerias para a música produzida atualmente no estado.
Projeto "A Outra Cidade" - Mais do que um grupo ou uma banda, o projeto "A Outra Cidade" propôs a divulgação de novos talentos da música mineira aliando liberdade criativa, tradição e contemporaneidade. Foi o primeiro produto apresentado por integrantes do Projeto Reciclo Geral - Mostra de Composições Inéditas, realizado em 2002 e responsável por uma verdadeira ebulição na cena musical mineira desde então, movimentando cerca de 70 nomes entre intérpretes, compositores e instrumentistas.
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