Vindo da criativa cena recifense, Kiko Klaus valeu-se da bagagem multicultural acumulada ao longo de dez anos de carreira e a experiência nacional e internacional para entrelaçar diferentes elementos musicais em "O Vivido e o Inventado". Familiarizado ao ambiente dos estúdios e à rotina da produção, Kiko se guiou pela linha da MPB e criou um álbum essencialmente mestiço.
O disco traz elementos da cultura pernambucana, como a ciranda, o samba de roda, o xote, a música armorial, o maracatu e o ambiente percussivo dos terreiros de umbanda e candomblé. São raízes que aparecem miscigenadas, de forma orgânica, à música flamenca, ao rock e a referências às harmonias mineiras. A influência espanhola é fruto da vivência de Kiko em Barcelona e outras cidades da Espanha, quando compartilhou experiências com artistas protagonistas da renovação na cena contemporânea daquele país, como Macaco, Ojos de Brujo, Amparanoia e Manu Chao.
O CD foi gravado entre Recife, Belo Horizonte e São Paulo. Embora tenha sido produzido, composto e arranjado por Kiko, contou com fundamental contribuição do baterista da Nação Zumbi, Pupilo; da percussionista dos Mutantes, Simone Soul; do violoncelista Fabiano Menezes e do baixista Alfredo Bello. Em BH, colaboraram alguns dos seus parceiros, como o baterista André "Limão" Queiroz, os baixistas Felipe Fantoni e Beto Lopes, o percussionista Lenis Rino, o oboísta e arranjador Carlos ED e o guitarrista Egler Bruno.
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