As interpretações da mineira Maísa Moura neste seu primeiro registro em estúdio transmitem detalhes e sutilezas que lembram a liberdade dos ensaios sem compromisso. O timbre que surge do seu canto não segue a linha contida pós-Bossa Nova. É fluido, dotado de uma textura áspera e leve, forte e delicada. A reunião dessas características é o motivo da facilidade da cantora em costurar estilos distintos, sem perder a naturalidade.
No disco, ela empresta sua voz a canções inéditas dos artistas Mário Sève, Estrela Leminski, Renato Negrão, Chico Saraiva e Makely Ka. Faz também releituras inusitadas para canções de Guinga, Aldir Blanc, Zé Miguel Wisnik, Tom Zé, Bráulio Tavares e Elomar. "A escolha do repertório aconteceu por meio de pesquisas de novos compositores, outras chegaram até mim por meio de parceiros e algumas são músicas com que eu me identifico e adoro", explica Maísa.
O disco tem inspiração minimalista e base nos instrumentos de cordas. Os arranjos são do maestro Avelar Jr., considerado herdeiro musical de Rogério Drupat, criador de pérolas do tropicalismo. "O Avelar Jr. é uma figura importante e muito presente nesse trabalho, absorveu bem minhas expectativas. Ele deu a cara do disco", comenta Maísa.
Site melhor visualizado com resolução mínima de 1024 x 768 px