O novo álbum de Sérgio Pererê é o fruto das pesquisas que o músico vem realizando, nos últimos anos, unindo a música brasileira a ritmos singulares do oriente e da África. “Labidumba” tece um fio musical que nos conduz aos harmônicos tibetanos, timbres da Mongólia e cantos de diversas partes do continente africano. Segundo Sérgio Pererê, o nome surgiu de “uma experiência onírica”. Seu falecido pai sonhou com diversas palavras, a princípio sem nexo, entre elas Labidumba. “Quando ele me contou, essa palavra me marcou muito. De certa forma, o disco é uma homenagem ao meu pai, o significado da palavra pra mim, então, é herança’’, explica.
Basicamente gravado por percussão e voz, “Labidumba” conta com a colaboração dos músicos Mestre Jonas, Warley Henrique, Rafael Martini, Raphael Trapiello, Egler Bruno e Aloizio Horta. Utilizando a voz de modo amplo, Sérgio Pererê faz o canto exercer a função de instrumentos musicais e até mesmo de sintetizadores eletrônicos. No show, Sérgio Pererê toca violão, charango, percussões alternativas. Vem acompanhado do músico Aloizio Horta, na voz de apoio, percussões, violões e contrabaixo e ainda conta com a participação especial do bailarino Rui Moreira, exercendo a função de ponte entre o musical e o imagético.
Confira abaixo entrevista com o cantor:
Como você define o que é "Labidumba"?
Labidumba é uma palavra recebida através de sonho por meio de meu pai Santos Abel, que representa um lugar no interior dos homens, um lugar onde existem seres e coisas vivas capazes de interagir com o mundo externo.
Além da música, você também participa do teatro, não é? De que forma a música e o teatro se relacionam no seu trabalho?
A música e o teatro são duas faces de uma mesma expressão da magia interior.
Conte um pouco de sua trajetória musical. Além de seu trabalho solo e do Tambolelê, você possui outros projetos ou parcerias com outros artistas?
Eu comecei na música aos 7 anos de idade e ao mesmo tempo que sempre estive ligado as músicas de raiz afro brasileiras, estive antenado às mais variadas formas de música do mundo. Tenho tido uma grande alegria como compositor por que vários cantores e cantoras que admiro muito tem se interessado´por minhas músicas nomes como ; Regina de Souza , Mauricio Tizumba , Ceumar , Eliana Printes , Antonio , Titane , Milton Nascimento , Fabiana Cozza , Rubi , Grupo A Quatro Vozes entre outros .
Como interprete tenho feito boas parcerias com a cantora Titane, Mauricio Tizumba a cantora americana Rudica e Paulo Cézar Pinheiro .
Este é seu primeiro CD solo? Como você escolheu os músicos que participaram desse álbum?
Na verdade esse é o segundo disco solo o primeiro é Linha de Estrelas, é um disco feito basicamente só pude contar com a participação de grandes amigos são eles; Mestre Jonas, Rafael Martini, Raphael Trapiello, Aloisio Horta e Warlei Henrique .
Você possui um método de composição? Como realiza suas pesquisas musicais e qual o motivo de realizá-las?
As músicas vem de várias formas. De forma pensada, de forma intuida, de forma imaginária ou seja não existe para mim uma regra para compor .
O que existe é uma necessidade de trazer a tona elementos que fazem parte do meu universo interior.
Site melhor visualizado com resolução mínima de 1024 x 768 px